Chega dezembro, e com ele o festival de clichês que inunda toda a rede de blogs. Por que haveria de ser diferente com o meu? Não que eu goste desse clima piegas de todo fim de ano, mas não há como fugir de fazer as considerações sobre tudo o que aconteceu durante o ano inteiro.
Pois bem, vamos então às minhas considerações.
Digamos que 2010 foi um dos anos mais intensos da minha vida. Talvez por ter sido precedido por dois anos monótonos, em que eu nada fiz além de trabalhar e trabalhar, talvez por ele ter sido realmente agitado e com muito mais emoções do que eu poderia prever.
Em 2010, finalmente entrei para a faculdade, dessa vez pra valer, sem trancar a matrícula na terceira semana de aula. Hoje, sou oficialmente uma futura produtora editorial - se você não convive comigo, dificilmente saberá a importância disso para mim -, o que acarretou muitas dores de cabeça durante todo o ano. Todo início de mês, o mesmo drama: pagar a mensalidade, caríssima para o meu poder aquisitivo. Aos trancos e barrancos, fui conseguindo pagar mês a mês. Torço muito para que isso melhore em 2011. Outro dilema foi a enxurrada de trabalhos e projetos que precisamos desenvolver nos dois semestres que se passaram. Não sei se os professores pensam nisso, mas o fato é que a carga é realmente muito grande para quem precisa conciliar estudo e trabalho. Minhas horas de sono diminuíram, e meu tempo livre aos finais de semana ficaram escassos por muitas vezes. E não acho que isso vá melhorar em 2011.
Em 2010, descobri o que é de fato exercer o cristianismo, fato que eu ainda estou tentando assimilar. Não creio que eu vá alcançar o que considero ideal ainda em 2011. Quem sabe em 2020. Brinquei de ser missionária e descobri quão árduo é assumir essa tarefa. Ingressei, juntamente com amigos, em uma ONG - em fase de testes, diga-se de passagem -, e descobrimos juntos quanto suor ainda precisaremos gastar para chegarmos ao que consideramos que seja um belo trabalho social. Aprendi que ainda preciso aprender muito para querer construir um ser humano.
Em 2010, amei muito. E fui amada, muito amada. Deus me deu um anjo de presente, e foi esse anjo que me ergueu e reergueu incontáveis vezes, sempre que eu queria descer ao fundo do poço. É esse anjo que me fez lembrar, dia após dia, a importância que a esperança exerce sobre a minha vida, e o quanto eu preciso deixar que a persistência me acompanhe. Esse anjo me fez sorrir inúmeras vezes, e também enxugou minhas lágrimas incansavelmente. Suportou meus momentos de histeria, e esteve ao meu lado nos momentos em que o riso parecia não caber em meu rosto. Esse anjo me mostrou o que é, de fato, amor.
Em 2010, ganhei poucos novos e excelentes amigos. Pessoas que estavam perto de mim e que se revelaram verdadeiras colunas onde pude me apoiar e me sentir segura. Em 2010, também perdi muitos amigos. Melhor: digamos que em 2010 eu me desfiz dos que eram apenas festivos e momentâneos, e por isso rasos, e me apeguei com todas as minhas forças aos sólidos e constantemente presentes. Deixei de viver dentro de uma bolha de aparência e falsa simpatia, e posso dizer que saí no lucro.
Em 2010, chorei muito. Me desesperei muito. Me senti só por muitas e muitas vezes. Quis jogar tudo para o alto um sem número de vezes. Me desanimei demais. Reclamei. Questionei. Esperneei. Não me conformei. E, com isso, hoje posso dizer que, em 2011, estou preparada para aguentar muitos trancos. Podem vir, porque eu já sei como lidar com vocês.
Aprendi que, em 2011, preciso voltar a ser otimista, dar graças em meio à dificuldade, sorrir quando nem tudo vai bem, esperar o melhor das situações mais difíceis. Preciso manter a fé. Preciso amar. Preciso ser grata.
Venha, 2011.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Oscilação
Oscilo entre o claro e o escuro, entre o frio e o quente, entre o êxtase e o chão, entre o riso e o choro.
É o que tenho para hoje.
É o que tenho para hoje.
sábado, 6 de novembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Lixeira
Estou passando por um processo de mudança. Consegui um estágio muito bom em um cargo que eu queria há tempos, e estou saindo hoje da empresa na qual trabalhei por 1 ano e meio, além de, há três anos, ter sido meu primeiro emprego, como estagiária do curso técnico que fazia.E mudanças como essas exigem da gente posições que antes não precisávamos tomar. Exige senso de organização com o seu trabalho, senso de respeito a quem um dia vai vir e ocupar a sua cadeira, e senso de maturidade para aceitar e esperar sem demasiada ansiedade o que está por vir.
E, nessa de arrumar as coisas para a minha saída, o maior dilema com o qual me deparei foi um bem simples, porém grandioso e desastroso para mim: deletar a lixeira.
Sou do tipo que guarda roupas velhas desde a infância, e só doa ou joga fora quando a mãe obriga.
Sou do tipo que tem uma caixinha de lembranças onde guarda coisinhas importantes e especiais que tem guardado desde os 11 anos, onde, recentemente, descobri uma embalagem de um bombom Sonho de Valsa que ganhei do meu primeiro namorado, aos 13 anos. Na época, ele mal sonhava que eu gostava dele, e aquele bombom foi a coisa mais especial do ano.
Sou desse tipo que viaja pra outras cidades e compra lembrancinhas que lembrem a cidade, guarda no armário e nunca mais joga fora.
Sou de um tipo que não se desfaz de nada com medo de um dia precisar do que foi jogado fora. Me apego às pequenas coisas sem valor, numa tentativa de não esquecer nunca o que passou.
E então eu pergunto: como esvaziar uma lixeira que está ali, intacta há 18 meses?
Esvaziei.
Me sinto esvaziada.
40gB de lixo que foi embora, 40gB de mim que está vagando em algum lugar desconhecido.
Agora está tudo vazio, tudo limpo.
Me abro para o novo que está por vir, com expectativa de que tudo se encha rapidamente; com ansiedade de que o novo conteúdo seja melhor que o antigo; com esperança de que, dessa vez, leve mais tempo para que eu precise esvaziar tudo novamente.
E se aproxima a entrega das chaves.
A entrega das chaves é o símbolo do não-voltar, é o símbolo do recomeço, é o símbolo do novo.
É o fim, que venha o novo.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Confusão no Metrô: 21/09/2010

Hoje deveria ser mais um dia tipicamente paulistano: população que acorda cedo, pega o ônibus, metrô, trem, tudo lotado, até chegar ao seu trabalho, não fosse (mais) um imprevisto no Metrô. E, hoje, a situação foi um pouco mais tensa do que o que já acontece de costume.
Às 7h30 da manhã, uma composição parou entre as estações Dom Pedro II e Sé. A parada foi longa, e aí já pode-se imaginar o efeito cascata que causou em todas as estações da linha vermelha em direção à Zona Leste, até Itaquera.
Dada a demora do reestabelecimento do serviço, as pessoas que estavam dentro das composições paradas ao longo de todas as estações começaram a descer dos trens, apertando os botões de emergência, forçando a abertura das portas, ou abrindo as janelas de emergência. A partir daí, já dá pra ter noção do caos: os trilhos ficaram tomados de gente, o Metrô foi obrigado a desernegizar a rede para evitar acidentes, e nada pôde voltar ao normal enquanto todos os usuários estavam nas linhas.
Desse horário até aproximadamente 10h30, quase as estações da Zona Leste fecharam os acessos pra evitar a superlotação, e estava devolvendo os bilhetes de quem desistia de pegar o metrô e saía da estação.
Mas o que me indigna nessa história toda e me motiva a fazer esse post com todas essas informações que já estão em todos os sites de notícias, é justamente a falta de respeito para com a população por parte da assessoria de imprensa do Metrô e também dos grandes meios de comunicação.
Acontece que, em qualquer lugar em que se lê/vê as notícias sobre o acontecido, a justificativa para a pane é que uma BLUSA impediu o fechamento de uma porta, e em seguida apertaram o botão vermelho de emergência, causando toda a pane e forçando o desligamento da rede.
E aí eu pergunto: ONDE É QUE ESTÁ A VERGONHA NA CARA dessa assessoria?
TODOS, repito: todos os paulistanos que estão acostumados a pegar metrô todos os dias no horário de pico sabem o quanto é comum essa cena: um objeto que impede o fechamento de uma porta, ou uma pessoa que passa mal e desmaia dentro do metrô por causa da lotação, e apertam o bendito botão vermelho de emergência.
Pra quem não conhece o funcionamento, explico. Quando o trem está parado na estação com as portas abertas e algum objeto impede o seu fechamento, o metrô não consegue sair. Pra isso servem os agentes de estação, que vão até a porta com o problema e resolvem. E, se em uma eventualidade o metrô conseguir partir mesmo com uma das portas com uma fresta aberta - o que é raro, quase impossível -, ele só vai parar na próxima estação. Outra situação: se uma pessoa passa mal dentro do metrô, os usuários apertam o dito botão vermelho e, na próxima estação, na porte onde houve a ocorrência, estará uma equipe de agentes prontos a fazer o atendimento. Ou seja: o metrô NUNCA para no meio dos trilhos pela justificativa dada pela assessoria.
O que me causa tanta raiva é saber que, com toda a certeza, essa foi só mais uma das falhas elétricas do metrô - que acontecem com frequencia -, mas que, como sempre, foi maquiada pela grande imprensa. Certas coisas que acontecem no metrô daqui nunca vão para a mídia, e não sei se pelo fato de o metrô ser um dos carros-chefes dos governos e prefeituras PSDBistas daqui. É só vocêm paulistano, pensar: quantas vezes você já foi prejudicado quando uma pessoa caiu ou se jogou nos trilhos na frente de um trem - obviamente morrendo - e parando todo o funcionamento do Metrô? Agora pense, dessas vezes, quantas você viu notícia na TV. Com toda a certeza, nenhuma.
Eu sempre achei que essas hitórias fossem uma espécie de lenda, até eu, com meus próprios olhos, ver um corpo de uma pessoa que tinha acabado de morrer no metrô. Foi na estação Tatuapé, fora do horário de pico. A estação foi evacuada e fechada, e o trem em que eu estava só passou por lá porque já estava no meio do caminho e não tinha como voltar, mas, de toda forma, não parou na estação. Ela estava cheia de agentes, policiais e bombeiros, mas não foi nada, absolutamente NADA divulgado na mídia.
Eu fico aqui, pensando com os meus botões, e tentando descobrir mais coisas bizarras que acontecem no Metrô de SP e a relação com a sua não-divulgação na grande imprensa.
•
A propósito, hoje foi inaugurada a Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde, e que fará integração com a linha de trens da CPTM que vai em direção a Mauá. Agora, moradores do ABC poderão chegar à região da Avenida Paulista em tempo recorde. Resta saber se a linha, que é magrinha, vai aguentar.
E que fique claro: não estou, aqui, adotando nenhuma posição política. Antes que venham apontar o dedão, não estou afirmando que o governo PSBD esconde as coisas que acontecem no metrô e nem, como uns militantes, tentando descobrir se isso foi arapuca do PT pra ofuscar a inauguração da nova estação, que era tão esperada.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Estive olhando fotos antigas, blogs e fotologs, e-mails, cartas. Coisas que já passaram há muito tempo e das quais eu mal me lembrava, mas, ao ler e ver cada pequeno detalhe de histórias, amizades e amores passados, me dou conta de quanta coisa eu já vivi.
Não que o conteúdo seja tão grande assim: são apenas 20 de história, sendo que, desses, separo aproximadamente os últimos 8 para reconstituir a minha vida. Não é por conteúdo, mas por intensidade de sentimentos. Olhando meu antigo Flogão e meu antigo Fotolog (sim, eu já tive um de cada), relembro fatos há muito esquecidos, e parece que eu consigo revivê-los, ao vivo.
Um turbilhão de sentimentos me invade: alegrias vividas e mágoas a ser apagadas voltam com tudo. Fecho os olhos na tentativa de capturar melhor as cenas que passam diante de mim. Tento, em vão, tocar as pessoas que nelas estão. Não desisto, e tento ver melhor os pequenos detalhes, como os sorrisos, os olhos, as roupas, o jeito de andar, o som do riso.
Sinto-me boba vendo tudo o que eu já escrevi. Pareço uma mãe diante do diário secreta de sua filha adolescente. Curioso perceber como eu já escrevi e senti tanta bobagem. Curioso ver como, há 5, 6 ou 7 anos, tudo era tão simples e fácil. Vendo daqui, hoje, os meus casos e acasos dos 15 anos parecem as coisas mais superficiais que já existiram. Mas, naquela época, eu não tinha noção de que os 20 anos chegariam. Faculdade, trabalho, amor sério. Tudo era festa, confete e serpentina.
Não se trata de mais uma crise existencial, não. Isso eu sempre deixo para a semana do três de maio. Se trata de recuperar lembranças. Se trata de lembrar de gente que não vejo há anos, literalmente. Se trata de lembrar do meu (curto, é verdade) passado, e não conseguir evitar um sorriso no rosto, e a vontade de chorar. Se trata, então, de perceber o quanto a minha vida é boa. Com seus altos e baixos, minha é boa, e foi assim desde sempre.
Hoje sou feliz por ter esses diários guardados. Não tive diários escritos depois que saí dos 12 anos, mas esses tais blogs, flogs e o que mais quer que seja me ajudaram a lembrar um pouquinho do que eu fui. Preciso dar um jeito de guardá-los de maneira definitiva, porque, se um dia ou outro os servidores apagarem esses sites que mal funcionam hoje, aí eu vou sentir que, mais dia, menos dia, essas lembranças se apagarão pra sempre da minha mente.
Mudei, mas não muito. Continuo intensa em sentimentos, porém desconfiada. Já não me dou à amizade facilmente, e hoje tenho pouquíssimos amigos. Já não falo 'eu te amo' a quem acabei de conhecer, e já não me decepciono também, já que não espero mais muita coisa das pessoas. Às vezes, sinto falta das muitas amizades efusivas e espalhafatosas, que invadiam o meu espaço com meu consentimento. Hoje, tenho uns poucos, por quem mantenho profundo amor e respeito.
À parte isso, meus sentimentos estão amadurecendo. Hoje, tenho um amor pra chamar de meu: aquele amor que faz você querer noivar, casar, ter filhos, envelhecer e morrer junto. Porque já não é possível enxergar a minha vida sem o Isaac.
Guardo esse post, então, como mais um capítulo do meu diário. Provavelmente, vou olhá-lo daqui a 5 anos e pensar: 'meu Deus, como eu era boba e escrevia asneiras'!
Pois, se é assim, quero que a minha vida seja toda cheia de bobagens, regada à asneiras e, acima de tudo, com muita, mas muito intensidade.
Não que o conteúdo seja tão grande assim: são apenas 20 de história, sendo que, desses, separo aproximadamente os últimos 8 para reconstituir a minha vida. Não é por conteúdo, mas por intensidade de sentimentos. Olhando meu antigo Flogão e meu antigo Fotolog (sim, eu já tive um de cada), relembro fatos há muito esquecidos, e parece que eu consigo revivê-los, ao vivo.
Um turbilhão de sentimentos me invade: alegrias vividas e mágoas a ser apagadas voltam com tudo. Fecho os olhos na tentativa de capturar melhor as cenas que passam diante de mim. Tento, em vão, tocar as pessoas que nelas estão. Não desisto, e tento ver melhor os pequenos detalhes, como os sorrisos, os olhos, as roupas, o jeito de andar, o som do riso.
Sinto-me boba vendo tudo o que eu já escrevi. Pareço uma mãe diante do diário secreta de sua filha adolescente. Curioso perceber como eu já escrevi e senti tanta bobagem. Curioso ver como, há 5, 6 ou 7 anos, tudo era tão simples e fácil. Vendo daqui, hoje, os meus casos e acasos dos 15 anos parecem as coisas mais superficiais que já existiram. Mas, naquela época, eu não tinha noção de que os 20 anos chegariam. Faculdade, trabalho, amor sério. Tudo era festa, confete e serpentina.
Não se trata de mais uma crise existencial, não. Isso eu sempre deixo para a semana do três de maio. Se trata de recuperar lembranças. Se trata de lembrar de gente que não vejo há anos, literalmente. Se trata de lembrar do meu (curto, é verdade) passado, e não conseguir evitar um sorriso no rosto, e a vontade de chorar. Se trata, então, de perceber o quanto a minha vida é boa. Com seus altos e baixos, minha é boa, e foi assim desde sempre.
Hoje sou feliz por ter esses diários guardados. Não tive diários escritos depois que saí dos 12 anos, mas esses tais blogs, flogs e o que mais quer que seja me ajudaram a lembrar um pouquinho do que eu fui. Preciso dar um jeito de guardá-los de maneira definitiva, porque, se um dia ou outro os servidores apagarem esses sites que mal funcionam hoje, aí eu vou sentir que, mais dia, menos dia, essas lembranças se apagarão pra sempre da minha mente.
Mudei, mas não muito. Continuo intensa em sentimentos, porém desconfiada. Já não me dou à amizade facilmente, e hoje tenho pouquíssimos amigos. Já não falo 'eu te amo' a quem acabei de conhecer, e já não me decepciono também, já que não espero mais muita coisa das pessoas. Às vezes, sinto falta das muitas amizades efusivas e espalhafatosas, que invadiam o meu espaço com meu consentimento. Hoje, tenho uns poucos, por quem mantenho profundo amor e respeito.
À parte isso, meus sentimentos estão amadurecendo. Hoje, tenho um amor pra chamar de meu: aquele amor que faz você querer noivar, casar, ter filhos, envelhecer e morrer junto. Porque já não é possível enxergar a minha vida sem o Isaac.
Guardo esse post, então, como mais um capítulo do meu diário. Provavelmente, vou olhá-lo daqui a 5 anos e pensar: 'meu Deus, como eu era boba e escrevia asneiras'!
Pois, se é assim, quero que a minha vida seja toda cheia de bobagens, regada à asneiras e, acima de tudo, com muita, mas muito intensidade.
domingo, 22 de agosto de 2010
Notícias da Bienal (3)
Pra encerrar as minhas listas de compras:
Na Editora Leya Brasil (ela é portuguesa, se não me engano), comprei o Chico Buarque, primeiro livro do selo 'Histórias de Canções'.
Eu já tinha lido, emprestado da Biblioteca de São Paulo, a do Parque da Juventude, e me apaixonei perdidamente! Já era fã do Chico e, depois de conhecer a história das suas maiores composições, além de situá-las em um contexto cultural, minha paixão só aumentou. Além disso, tem projeto gráfico, diagramação e capa impecáveis!
Informação irrelevante: ponto pra Leya, que me deu um descontinho camarada por ser expositora lá na Bienal.
Agora, vem a minha aquisição mais docinho-de-coco-coisa-linda-de-mamãe: Alice no País das Maravilhas, edição da Cosac Naify.
Vale lembrar que o simples fato de ser um livro editado pela Cosac já o faz ser digno de compra, independente do preço. Aliás, os preços da Cosac são sempre salgados, mas eles fazem jus à qualidade impecável dos livros. Nesse quesito, a Cosac deu um mimo para os expositores: 40% de desconto! Assim, ficou impossível não comprar um dos seus livros mais bonitos.
Por incrível que pareça, nunca li Alice. Só assisti, e sou apaixonada pela animação da Disney.
Com a adaptação do Tim Burton (que por acaso considero totalmente dispensável), muitas editoras reeditaram o livro, e a Cosac saiu na frente de todas. A riqueza de detalhes das fotografias, recortes e colagens que ilustram as páginas é sem tamanho.
Indico!
E assim acaba a minha pequena lista de compras. Gostaria que ela fosse muito maior, mas não deu pra gastar mais que os R$ 208 gastos nessa brincadeira.
Em breve, atualizo a coluna à esquerda com os livros que estou lendo e os lidos recentemente.
E tem o meu Skoob, que é atualizado quase que diariamente.
E que venham muitos outros livros!
Na Editora Leya Brasil (ela é portuguesa, se não me engano), comprei o Chico Buarque, primeiro livro do selo 'Histórias de Canções'.
Eu já tinha lido, emprestado da Biblioteca de São Paulo, a do Parque da Juventude, e me apaixonei perdidamente! Já era fã do Chico e, depois de conhecer a história das suas maiores composições, além de situá-las em um contexto cultural, minha paixão só aumentou. Além disso, tem projeto gráfico, diagramação e capa impecáveis!
Informação irrelevante: ponto pra Leya, que me deu um descontinho camarada por ser expositora lá na Bienal.
Agora, vem a minha aquisição mais docinho-de-coco-coisa-linda-de-mamãe: Alice no País das Maravilhas, edição da Cosac Naify.
Vale lembrar que o simples fato de ser um livro editado pela Cosac já o faz ser digno de compra, independente do preço. Aliás, os preços da Cosac são sempre salgados, mas eles fazem jus à qualidade impecável dos livros. Nesse quesito, a Cosac deu um mimo para os expositores: 40% de desconto! Assim, ficou impossível não comprar um dos seus livros mais bonitos.
Por incrível que pareça, nunca li Alice. Só assisti, e sou apaixonada pela animação da Disney.
Com a adaptação do Tim Burton (que por acaso considero totalmente dispensável), muitas editoras reeditaram o livro, e a Cosac saiu na frente de todas. A riqueza de detalhes das fotografias, recortes e colagens que ilustram as páginas é sem tamanho.
Indico!
***
E assim acaba a minha pequena lista de compras. Gostaria que ela fosse muito maior, mas não deu pra gastar mais que os R$ 208 gastos nessa brincadeira.
Em breve, atualizo a coluna à esquerda com os livros que estou lendo e os lidos recentemente.
E tem o meu Skoob, que é atualizado quase que diariamente.
E que venham muitos outros livros!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Notícias da Bienal (2)
Continuando a lista de compras, passei na Editora Vida pra gastar minha 'cota cristã'.
O estande está relativamente sem graça, assim como todas as outras editoras que compõem o grupo ASEC, e os descontos não estão bons. Os preços encontrados lá são os mesmos que se encontram na Rua Conde de Sarzedas. Além disso, também achei o atendimento fraco.
Vamos à lista:
1 - A Igreja na Cultura Emergente: 5 pontos de vista - Leonard Sweet
Não conhecia, mas a polêmica que envolve a 'Igreja Emergente' muito me interessa. Entre esses 5 pontos de vista, estão os do Brian McLaren e Erwin McManus, que também me intrigam. A capa também é muito bonita, o que facilita a simpatia e a vontade de comprar. Nota: a diagramação desse livro é ruim, bem ruim.
2 - Deus e Sexo - Rob Bell
É o terceiro - e acredito que seja o mais polêmico - livro de Rob Bell. Os outros dois são Jesus quer salvar os cristãos e Repintando a Igreja. Nesse, ele expõe dua ideia sobre a conexão entre sexo e espiritualidade. Vamos ver o que ele tem a dizer sobre isso...
Rob Bell é comentadíssimo: amado pela 'emergente' e odiado por uns tantos outros. É o criador da série Nooma, em que, através de pequenos vídeos (com duração média de 10 minutos), transmite seu ponto de vista, à luz das escrituras, sobre determinado aspecto da vida. Apesar do tom de auto-ajuda em alguns dos vídeos (acho que já passaram de 20), valem a pena ser vistos, e que cada um tire a sua própria conclusão sobre.
3- O Problema do Sofrimento - C. S. Lewis
Lewis, para mim, é um caso à parte, que dispensa qualquer comentário. Mas, para não parecer preguiça, lá vamos: em O Problema do Sofrimento, Lewis expõe sua visão sobre o sofrimento. Assim, simples. O caso é que, pouco tempo após ter escrito esse livro, ele perdeu sua esposa, Joy, o que, obviamente, lhe causou tamanha dor e desespero, que ele jamais havia previsto nesse livro. Então, ele escreve A Anatomia de uma Dor: um luto em observação, em que ele escreve sob outro prisma, o seu próprio, o que é, de fato, dor. O segundo eu já li e, apesar de nunca ter passado por essa situação, achei sensacional pela humanidade que há no livro. Daí a vontade de ler o primeiro.
C. S. Lewis é, para mim, um dos maiores autores - entre cristãos e não cristãos - que já existiram. É autor de livros como Cristianismo Puro e Simples e Os Quatro Amores e, o mais conhecido dele, a série Crônicas de Nárnia, que faz sucesso entre gente de todas as idades e credos.
Enfim, hora de dormir. Amanhã tem mais Bienal. #partiu
O estande está relativamente sem graça, assim como todas as outras editoras que compõem o grupo ASEC, e os descontos não estão bons. Os preços encontrados lá são os mesmos que se encontram na Rua Conde de Sarzedas. Além disso, também achei o atendimento fraco.
Vamos à lista:
1 - A Igreja na Cultura Emergente: 5 pontos de vista - Leonard Sweet
Não conhecia, mas a polêmica que envolve a 'Igreja Emergente' muito me interessa. Entre esses 5 pontos de vista, estão os do Brian McLaren e Erwin McManus, que também me intrigam. A capa também é muito bonita, o que facilita a simpatia e a vontade de comprar. Nota: a diagramação desse livro é ruim, bem ruim.
2 - Deus e Sexo - Rob Bell
É o terceiro - e acredito que seja o mais polêmico - livro de Rob Bell. Os outros dois são Jesus quer salvar os cristãos e Repintando a Igreja. Nesse, ele expõe dua ideia sobre a conexão entre sexo e espiritualidade. Vamos ver o que ele tem a dizer sobre isso...
Rob Bell é comentadíssimo: amado pela 'emergente' e odiado por uns tantos outros. É o criador da série Nooma, em que, através de pequenos vídeos (com duração média de 10 minutos), transmite seu ponto de vista, à luz das escrituras, sobre determinado aspecto da vida. Apesar do tom de auto-ajuda em alguns dos vídeos (acho que já passaram de 20), valem a pena ser vistos, e que cada um tire a sua própria conclusão sobre.
3- O Problema do Sofrimento - C. S. Lewis
Lewis, para mim, é um caso à parte, que dispensa qualquer comentário. Mas, para não parecer preguiça, lá vamos: em O Problema do Sofrimento, Lewis expõe sua visão sobre o sofrimento. Assim, simples. O caso é que, pouco tempo após ter escrito esse livro, ele perdeu sua esposa, Joy, o que, obviamente, lhe causou tamanha dor e desespero, que ele jamais havia previsto nesse livro. Então, ele escreve A Anatomia de uma Dor: um luto em observação, em que ele escreve sob outro prisma, o seu próprio, o que é, de fato, dor. O segundo eu já li e, apesar de nunca ter passado por essa situação, achei sensacional pela humanidade que há no livro. Daí a vontade de ler o primeiro.
C. S. Lewis é, para mim, um dos maiores autores - entre cristãos e não cristãos - que já existiram. É autor de livros como Cristianismo Puro e Simples e Os Quatro Amores e, o mais conhecido dele, a série Crônicas de Nárnia, que faz sucesso entre gente de todas as idades e credos.
Enfim, hora de dormir. Amanhã tem mais Bienal. #partiu
sábado, 14 de agosto de 2010
Notícias da Bienal
Essa semana começou a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Não bastasse a minha visita à Bienal ser obrigatória devido à minha paixão por livros, nessa edição tive um incentivo extra: estou trabalhando na feira. A editora em que trabalho, a Porto de Ideias, está expondo lá pela primeira vez, e aí eu estou me revezando entre ser diagramadora e atendente.
E só posso dizer uma coisa: é uma de-lí-cia.
É maravilhoso poder trabalhar rodeada por livros, de todos os tipos, gêneros, editoras, enfim... me sinto em casa!
Fato é que hoje (dia de folga da Bienal), eu tirei a noite pra ir fazer minhas tão esperadas comprinhas. Tinha me comprometido a comprar no máximo dois livros, já que o orçamento anda apertado, mas não resisti e voltei pra casa com oito livros. Ó, excelentes aquisições a preço camarada!
Segue a lista:
Garimpo Editorial
Tem um estande bem pequenininho, mas os poucos livros que estão expostos lá tem qualidade garantida. Pra quem segue a máxima de que o que importa é a qualidade e não a qualidade, esse é o estande ideal!
O que mais gosto da Garimpo é que eles defendem os valores cristãos, sem carregar a bandeira do gospel. Acho isso excelente porque, para mim, todo rótulo é deficiente, afasta e facilita a criação de pré-conceitos. Ah! E seus livros valem 100% pela qualidade, além da beleza gráfica das peças.
E, na Bienal, encantou também, o atendimento! Infelizmente não lembro os nomes das pessoas que me atenderam, mas foram todos extremamente atenciosos.
Lista:
1 - Um Milhão de Quilômetros em Mil Anos, Donald Miller.
Eu já estava mesmo doida por esse livro desde o lançamento. É do mesmo autor de Como os Pinguins me Ajudaram a Entender Deus, em que Donald relata as suas experiências e descobertas de o que é ser um cristão, e Fé em Deus e Pé na Tábua, em que Donald conta como foi a aventura de sair de sua cidade (Texas) e ir até o Grand Canyon com apenas um amigo, Paul, e uma kombi velha. Os dois são excelentes!
2 - Encontros Sagrados, Tamara Park.
Descreve a aventura da autora, que percorreu várias cidades, de Roma a Jerusalém, e precisou lidar com conflitos étnicos, sociais e espirituais das três maiores religiões monoteístas do mundo: cristianismo, judaísmo e islamismo.
3 - A Grande Lacuna - A Omissão que compromete a Missão, Richard Stearns.
Esse eu não conhecia, mas o Isaac - o namorado também viciado em livros - me convenceu a comprar. De qualquer forma, se o conteúdo cumprir o subtítulo, certeza de que vai ser uma excelente leitura. Quando eu terminar, volto aqui pra deixar minhas impressões.
E a lista continua depois, já que amanhã é dia de trabalho na Bienal e já passa da meia-noite. #partiu
Não bastasse a minha visita à Bienal ser obrigatória devido à minha paixão por livros, nessa edição tive um incentivo extra: estou trabalhando na feira. A editora em que trabalho, a Porto de Ideias, está expondo lá pela primeira vez, e aí eu estou me revezando entre ser diagramadora e atendente.
E só posso dizer uma coisa: é uma de-lí-cia.
É maravilhoso poder trabalhar rodeada por livros, de todos os tipos, gêneros, editoras, enfim... me sinto em casa!
Fato é que hoje (dia de folga da Bienal), eu tirei a noite pra ir fazer minhas tão esperadas comprinhas. Tinha me comprometido a comprar no máximo dois livros, já que o orçamento anda apertado, mas não resisti e voltei pra casa com oito livros. Ó, excelentes aquisições a preço camarada!
Segue a lista:
Garimpo Editorial
Tem um estande bem pequenininho, mas os poucos livros que estão expostos lá tem qualidade garantida. Pra quem segue a máxima de que o que importa é a qualidade e não a qualidade, esse é o estande ideal!
O que mais gosto da Garimpo é que eles defendem os valores cristãos, sem carregar a bandeira do gospel. Acho isso excelente porque, para mim, todo rótulo é deficiente, afasta e facilita a criação de pré-conceitos. Ah! E seus livros valem 100% pela qualidade, além da beleza gráfica das peças.
E, na Bienal, encantou também, o atendimento! Infelizmente não lembro os nomes das pessoas que me atenderam, mas foram todos extremamente atenciosos.
Lista:
1 - Um Milhão de Quilômetros em Mil Anos, Donald Miller.
Eu já estava mesmo doida por esse livro desde o lançamento. É do mesmo autor de Como os Pinguins me Ajudaram a Entender Deus, em que Donald relata as suas experiências e descobertas de o que é ser um cristão, e Fé em Deus e Pé na Tábua, em que Donald conta como foi a aventura de sair de sua cidade (Texas) e ir até o Grand Canyon com apenas um amigo, Paul, e uma kombi velha. Os dois são excelentes!
2 - Encontros Sagrados, Tamara Park.
Descreve a aventura da autora, que percorreu várias cidades, de Roma a Jerusalém, e precisou lidar com conflitos étnicos, sociais e espirituais das três maiores religiões monoteístas do mundo: cristianismo, judaísmo e islamismo.
3 - A Grande Lacuna - A Omissão que compromete a Missão, Richard Stearns.
Esse eu não conhecia, mas o Isaac - o namorado também viciado em livros - me convenceu a comprar. De qualquer forma, se o conteúdo cumprir o subtítulo, certeza de que vai ser uma excelente leitura. Quando eu terminar, volto aqui pra deixar minhas impressões.
E a lista continua depois, já que amanhã é dia de trabalho na Bienal e já passa da meia-noite. #partiu
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sobre Missões
Julho acaba de passar e, com ele, mais um mês de férias. Pra ir direto ao assunto, acaba de passar mais um mês em que acontecem uma profusão de projetos missionários com jovens que usam as férias para ir para o 'campo missionário'.
E, caso alguém leia esse texto e pense que trata-se de uma indireta, pode ir tirando a carapuça: todas - ou pelo menos quase todas - as igrejas propõem esse tipo de projeto. A minha igreja faz isso, a sua também faz, aquela outra igreja famosa também, e a menorzinha até que tenta, embora nem sempre obtenha sucesso.
O caso é que, na minha opinião, essa prática causa um péssimo hábito, que já está infiltrado nos irmãos mais velhos e que, cada vez mais, toma conta dos jovens.
Não me compreenda mal: de forma alguma estou dizendo que 'projetos missionários nas férias' são irrelevantes ou desnecessários. Obviamente que todo trabalho é válido, principalmente se considerarmos as pessoas que são alcançadas com esses projetos.
O problema é que, com a prática, acaba-se criando um conceito de Missões que só podem acontecer quando o estudante está de férias, e nunca durante a sua rotina usual (e peço perdão pela redundância).
O estudante, que de fevereiro à junho é apenas estudante, jovem, amigo, filho e companheiro, deixa de ser tudo isso para ser missionário. Abandonam-se os jalecos, as pastas de desenho, os computadores e os cálculos e vestem-se as capas e crachás de missionários. Ao fim de julho, os então missionários despem-se dessas capas e volta-se à vida corriqueira: faculdade-casa-igreja-casa-faculdade. Volta-se a ser estudante, jovem, amigo, filho.
O que eu não entendo e não aceito é essa separação. Ora, não se pode ser missionário e ser estudante-jovem-amigo-filho ao mesmo tempo?
É o velho conceito de que Missões só se fazem fora da sua área de convivência habitual. Se é paulista, missões devem ser feitas apenas no sertão nordestino, favelas cariocas ou países africanos. Não sei como esse conceito funciona para pessoas que vivem nessas regiões; se eles fazem missões por lá mesmo ou se descem para as bandas de cá.
O que sei é que São Paulo está GRITANDO por socorro. Está gritando por ajuda missionária de todas as formas. São as tais missões urbanas, que eu tanto carrego a bandeira. Missões transculturais são e sempre serão importantes, necessárias e essenciais, mas é preciso que os estudantes-missionários-de-férias também olhem para a própria cidade.
Acordem! Não é só o sertão nordestino que precisa de ajuda. Basta uma visita à Cidade Tiradentes para entender do que eu estou falando.
Está na hora de entendermos que Missões se fazem a todo momento! Não é preciso esperar a chegada das férias, ou um feriado prolongado. Instituições que trabalham com Missões Urbanas estão trabalhando de segunda à segunda em prol da nossa cidade. Missões se fazem semanalmente. Missões precisam de uma continuidade. Missões precisam de solidez. Missões precisam de força, união e persistência.
Enfim.
E, caso alguém leia esse texto e pense que trata-se de uma indireta, pode ir tirando a carapuça: todas - ou pelo menos quase todas - as igrejas propõem esse tipo de projeto. A minha igreja faz isso, a sua também faz, aquela outra igreja famosa também, e a menorzinha até que tenta, embora nem sempre obtenha sucesso.
O caso é que, na minha opinião, essa prática causa um péssimo hábito, que já está infiltrado nos irmãos mais velhos e que, cada vez mais, toma conta dos jovens.
Não me compreenda mal: de forma alguma estou dizendo que 'projetos missionários nas férias' são irrelevantes ou desnecessários. Obviamente que todo trabalho é válido, principalmente se considerarmos as pessoas que são alcançadas com esses projetos.
O problema é que, com a prática, acaba-se criando um conceito de Missões que só podem acontecer quando o estudante está de férias, e nunca durante a sua rotina usual (e peço perdão pela redundância).
O estudante, que de fevereiro à junho é apenas estudante, jovem, amigo, filho e companheiro, deixa de ser tudo isso para ser missionário. Abandonam-se os jalecos, as pastas de desenho, os computadores e os cálculos e vestem-se as capas e crachás de missionários. Ao fim de julho, os então missionários despem-se dessas capas e volta-se à vida corriqueira: faculdade-casa-igreja-casa-faculdade. Volta-se a ser estudante, jovem, amigo, filho.
O que eu não entendo e não aceito é essa separação. Ora, não se pode ser missionário e ser estudante-jovem-amigo-filho ao mesmo tempo?
É o velho conceito de que Missões só se fazem fora da sua área de convivência habitual. Se é paulista, missões devem ser feitas apenas no sertão nordestino, favelas cariocas ou países africanos. Não sei como esse conceito funciona para pessoas que vivem nessas regiões; se eles fazem missões por lá mesmo ou se descem para as bandas de cá.
O que sei é que São Paulo está GRITANDO por socorro. Está gritando por ajuda missionária de todas as formas. São as tais missões urbanas, que eu tanto carrego a bandeira. Missões transculturais são e sempre serão importantes, necessárias e essenciais, mas é preciso que os estudantes-missionários-de-férias também olhem para a própria cidade.
Acordem! Não é só o sertão nordestino que precisa de ajuda. Basta uma visita à Cidade Tiradentes para entender do que eu estou falando.
Está na hora de entendermos que Missões se fazem a todo momento! Não é preciso esperar a chegada das férias, ou um feriado prolongado. Instituições que trabalham com Missões Urbanas estão trabalhando de segunda à segunda em prol da nossa cidade. Missões se fazem semanalmente. Missões precisam de uma continuidade. Missões precisam de solidez. Missões precisam de força, união e persistência.
Enfim.
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