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terça-feira, 4 de maio de 2010

De repente, 20

Acordei e descobri que cheguei aos 20 anos.

Sensação esquisita, essa. Quando era bem mais nova, sempre imaginei que, quando chegasse aos 20 anos, estaria quase terminando minha faculdade, teria um carro e estaria comprando um apartamento pra morar sozinha. Lá pelos meus catorze anos, me via ocupando um importantíssimo cargo em uma empresa - independentemente da profissão que eu decidisse seguir.

Mas o mais estranho disso, é que eu nunca me vi realmente chegando aos 20 anos. Sempre pensei que esse dia nunca chegaria, tamanha distância que essa data parecia ter. Olhava aquela comunidade "Jesus e meus 20 e poucos anos" e pensava que demoraria décadas até que eu pudesse fazer parte dela.

Quando temos 15 anos, não vemos a hora de chegarmos aos 18, 19, 20. Conquistar a independência que todo mundo quer. Quando chegamos, dizemos que o tempo passou rápido e que não aproveitamos como deveríamos a nossa adolescência.

Aliás, essa é outra coisa que me incomoda: não sou mais adolescente. Quando tinha 15 anos, não queria assumir que ainda era adolescente. Ser adolescente sempre é coisa do passado, até pra quem tem 13 anos. Quando completei 18, sabia que não era mais adolescente, mas já não queria assumir isso. Afinal, seria pretensão demais da minha parte se, só porque saí dos 17, eu afirmasse que havia perdido qualquer resquício da adolescência. Não, eu não era adulta. Só era uma pessoa que havia acabado de chegar à maioridade, nada além disso. Mas, e agora que tenho 20, qual será a minha desculpa pra enfrentar o medo - se assim posso chamar esse sentimento frustrante e inominável - de virar de vez adulta?

E continua...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Provas Vivas

"Livros contendo evidências da ressurreição têm relevância por serem livros úteis; porém, não passam de livros. As verdadeiras 'provas' da ressurreição de Jesus são as vidas ressurretas, transformadas pelo Cristo vivo no mais profundo do ser, o coração."

James Houston, em A fome da alma.
dica do Laion Monteiro

(extraído do Pavablog)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fatos e retratos [2]

O trem so metrô estava deserticamente vazio.
A esmagadora maioria dos paulistanos estava postado à frente de uma televisão.
Uma pequena (com o perdão de uma torcedora palestrina) torcida alvinegra assistia ao jogo da insignificante Copa do Brasil. Todo os outros torcedores assistiam ao jogo da outra torcida alvinegra: vaga conquistada pela insignificante Copa do Brasil. Uns torciam, enquanto outros, alviverdes e - qual é o nome colorido (com o perdão do trocadilho) que se dá à torcida da Vila Sônia? - são-paulinos torciam contra. E os alvinegros da Vila também, por que não?
A menina no metrô estava entrando em surto. Seu time vinha perdendo justamente do seu correspondente carioca. Berrava dentro do trem, gesticulava, batia da sua amiga que ria da situação. A bateria do celular acabou, não sei se pela energia dela ou dele próprio, e então ela desligou junto com ele. E eu, pude voltar à minha leitura de Contos Extraordinários escolhidos por Ítalo Calvino em paz.

Fatos e retratos

Duas meninas conversavam no ônibus que ia rumo à Paraisópolis.
E estavam a discutir qual era o certo: uma insistia que a pronúncia correta era formespringue, e a outra insistia ser frospingue. A primeira alegava que o seu inglês era o correto, e a segunda alegava que o seu modo era o mais fácil falar. A primeira convenceu a segunda: "soletre comigo: for-mes-prin-gue".
Encerrada a discussão, a segunda disse eufórica: "Justin Bieber tá me seguindo no Twitter! Juro! Olha lá, pra você ver". Twitter ela pronunciou certinho.
O que fazer quando tudo ao nosso redor parece não colaborar?
Existem horas em que o desânimo toma conta da gente. Cansaço, descrença. O que fazer?
Às vezes a gente desacredita da vida, desacredita que vai dar tudo certo cedo ou tarde. E parece que esse tarde é realmente tarde.
Não chamaria isso de falta de fé. Apenas diria que... não sei.
Só preciso acreditar nisso: esperar é caminhar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Doe Sangue, Doe Vida

Todo mundo tá ciente da última tragédia de 2010: as chuvas do Rio de Janeiro.
Não é novidade também que, toda vez que catástrofes como essa acontecem, tem-se a necessidade urgente de arrecadação de alimentos, água, roupas, produtos de higiene e sangue.

Os cariocas estão precisando do seu sangue. É rápido e fácil doar, a única dor é uma bem leve da picadinha no braço, e não vai te custar nada. Além de tudo, você vai ajudar a salvar muitas vidas que precisam da sua doação. O que custa doar um dia dos tantos dias que você tem?

Para ver os requisitos necessários para a doação, clique aqui.

Atenção: não pense que é só o Rio de Janeiro que precisa de sangue. Informe-se em sua cidade sobre a situação dos níveis de sangue nos hemocentros, e DOE! Sempre haverá a necessidade de transfusões de sangue em uma cidade.

Os jovens do grupo One Day se organizaram em um dia oficial para a doação, caso você queira doar mas não quer ir sozinho, procure um dos grupos:
Dia 17 (sábado) desse abril.
Rio de Janeiro: HEMORIO (Rua Frei Caneca, 8 - Centro - RJ)
Recife: HEMOPE (Rua Joaquim Nabuco, 171 - Graças - Recife)
São Paulo: Hospital Beneficiência Portuguesa (Rua Maestro Cardim, 796 - Bela Vista - SP)


É isso: doe, faça o bem a quem precisa!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Pra onde ir?

Na foto, meu sobrinho, João Pedro. É a coisa mais linda da minha vida, a maior preciosidade que eu tenho. Hoje, ele tem dois meses e meio de idade.

Nessa última semana, ele tem causado uma preocupação muito grande à família.
Começou com tosse, espirro e peito cheio, e foi piorando, até que ele não conseguia mais respirar direito, dormir ou mamar. Aí, começou a preocupação.

Ele foi levado ao hospital particular pra fazer a consulta, foi diagnosticado com bronquiolite e, quando foi efetivar a internação dele, bomba. O convênio dele ainda tem carência pra internação.
Conclusão? Precisaram correr com ele pro hospital público.
Chegando em um hospital público na Móoca, precisou ser feito tudo de novo: avaliação médica, diagnóstico, inalação, tudo... mas o médico disse que não era caso de internação, e voltaram pra casa.

No dia seguinte, ele piorou, e aí correram de novo pro hospital. Dessa vez, foram pro Santa Marcelina que, apesar da má fama por causa do bairro onde fica, é razoavelmente bom, se tratando de hospital público.
E aí, tudo de novo, de novo. Avaliação, diagnóstico, inalação... dessa vez, precisaram também deixar ele no oxigênio, já que a respiração dele estava ainda mais difícil. Isso aconteceu ontem, pouco depois da hora do almoço.
O médico disse que ele precisava ser internado, mas aí, outra bomba: sem vagas.
Como pode, meu Deus? Um hospital daquele tamanho não ter vagas?
De madrugada, ele ainda estava esperando por uma vaga pra internação. O hospital estava tentando encontrar uma vaga em outra unidade. E isso se estende até agora.

Meu bebêzinho está lá, precisando ser internado há horas.
A dor de ver um ser tão pequenininho e indefeso sofrendo assim, é enorme.

E eu só me revolto por isso. Uma cidade do tamanho de São Paulo, deveria, pelo menos, oferecer uma condição básica de saúde pública à cidade.
E a legislação dos convênios? É justo um plano pra um bebê ter carência? Como pode um hospital fechar as suas portas pra um bebê, meu Deus?

Eu tenho convênio médico desde que nasci, pela empresa do meu pai. Nunca na minha vida precisei usar serviço público de saúde. Só entrei em um hospital público duas vezes, em 20 anos de idade. Entrei pra dizer: que eu nunca precise disso.
Sempre vejo críticas aos hospitais públicos, mas achei que fossem exagero. Ledo engano.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

João, a tia te espera ansiosa em casa!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Festival de clichês

O amor é um verdadeiro festival de clichês. Frases prontas, lugares comuns, o mesmo roteiro visto em novelas globais, tudo se repete no amor. Como fugir de tal monotonia?

Como dizer "sonhei com você hoje" sem soar repetitivo, ou dizer "eu te amo" de uma forma diferente a cada dia? Há como dizer "você é tudo o que eu sempre quis" sem ser piegas?

O amor é piegas, é brega.

Você vive dizendo que, quando amar, seu amor não será mais um desses clichês. Você diz isso até arranjar um amor. Você ama e é amado, e não tarde esse amor se tornará mais um romance de Malhação. Idas e vindas, brigas e reconciliações, tapas e beijos - com o perdão de mais esse clichê.

Então, cada dia sem ver o amor se torna uma eternidade. É um dia que passou em branco no calendário, é um não dia. Tudo extremamente previsível.

Vocês namoram, e logo fazem planos de noivado, casamento, onde irão morar, em quantos anos terão filhos e em quantos eles serão, e até nome os rebentos não existentes recebem. Vítimas dessa fábrica de clichês.

Os amigos passam a ter que ouvir, diariamente, os planos no casal apaixonado. Todos já sabem que vocês se casarão naquela chácara maravilhosa em Atibaia, passarão a lua-de-mel em Paris, terão dois filhos e morarão em Moema. Sabem também que terão uma linda casa com jardim, piscina e churrasqueira, e que vocês darão festas a cada quinze dias. Puro clichê.

Todo clichê pega porque é verdadeiro. E esse clichê se aplica ao clichê do amor.

Como viver sem esse lugar comum? Sábio foi Tom Jobim, ao dizer que "é impossível ser feliz sozinho"...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Toca do estudante

Neste sábado que passou (20), aconteceu lá na igreja um congresso da Toca do Estudante.
Eu não conhecia mas, pelo que entendi, tem um formato bem parecido com o da ABU (Aliança Bíblica Universitária).

Foi o seguinte: Durante todo o dia, tivemos alguns momentos musicais com o queridíssimo, talentosíssimo e brasileiríssimo (com a licença de José Dias) Roberto Diamanso. Pra quem não o conhece, e gosta de ouvir música tipicamente nacional com qualidade de melodia e letra, vale a pena ouvir.
Após esses momentos de música, tivemos momentos de mensagem, com o Libério, Fabrício Cunha, Ariovaldo Ramos, Carlos Bezerra Jr. e Fernando Cruz.
Depois desses momentos, nos sentávamos em mesa e discutíamos sobre o que havia sido falado. Os temas foram Cultura, Política, Igreja, Evangelho e Futuro.

Só posso dizer que a Toca do Estudante me surpreendeu demais, e que não vejo a hora da próxima!

Sobre o Carlos Bezerra Jr.:
Pra quem não o conhece, é vereador da cidade de São Paulo desde o ano de 2000.
É muito gratificante você conhecer um político que, mesmo cristão, não tenta carregar a bandeira da Igreja Evangélica Brasileira aonde vai. O grifo não foi erro de formatação. Carlos Bezerra leva a bandeira do Evangelho de Cristo, e não da igreja-instituição que conhecemos. Carlos Bezerra leva a bandeira da justiça social, amparo aos menos desfavorecidos e tentativa de conscientização da grande massa.
Não tô fazendo toda essa campanha por nada, não.
É que ele tem projetos muito bons, principalmente no que diz respeito à Mulher e à Criança e ao Adolescente. Vale a pena dar uma olhada no site.

É isso.

terça-feira, 9 de março de 2010

Canção do dia de sempre - Mário Quintana

"Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas..."


Canção do dia de sempre, Mário Quintana